11 de mar de 2014

Classes médias, governos e conveniências

Em 2002 a classe média, amordaçada financeiramente pelos desastrosos 8 anos de governo neo-liberal do PSDB, decidiu dar um basta na falta de crescimento de suas cifras e votou em peso no governo esquerdisto-meia-boca do PT-PL.

Era as igrejas católica e universal se aliando pra salvar o Brasil. Na verdade, era uma aliança pra salvar a classe média.

O que os medioclassistas não sabiam era que o governo Lula ia colocar mais algumas dezenas de milhões de brasileiros entre eles.

A classe média enforcou o governo legitimamente burguês, em 2002, por não suportar perder mais dinheiro. Temos que ter cuidado com ela. Ela é vingativa. Tendo, agora, que dividir espaço nos aeroportos, avenidas e condomínios com antigos pobres, ela, a classe média, vai fazer de tudo pra dar o troco. Isso inclui, para além da perspectiva de vitória nas urnas, um golpe.

Não é a corrupção que incomoda. Até porque não foi o PT que criou, nem muito menos ela é maior hoje do que foi em outros governos. Mas, o que alimenta essa fúria anti-governo petista é a incerteza de que os filhos da classe média tenham uma vaga garantida na universidade pública federal (de qualidade inquestionável), no concurso público ou nos estacionamentos de shoppings, boates, etc.

Por isso, pros que não conhecem nada da historia dos últimos anos dos últimos governos, indico paciência e este link, onde há um vídeo que explica aos jovens a realidade de dois tempos bem recentes: